Muitas pessoas perguntam qual é a diferença entre uma empresa de família e uma empresa familiar ou ainda qual é a diferença entre uma empresa de família e a família empresária.
Antes de mais nada é importante entender que existem de um lado empresas e de outro famílias.
Muitas das empresas são de fato empresas com algum controle familiar. Quando um empreendedor inicia sua empresa ele começa a partir de uma ideia, e para colocá-la em prática junta seu dinheiro, busca ajuda no mercado; e enfim começa a prestar um serviço ou vender um conjunto de produtos.
Enquanto o negócio vai se desenvolvendo ao longo do tempo, comumente sua família também vai crescendo: matrimônio, filhas e filhos. Passa então a existir uma família empresária, que controla uma empresa familiar. Até aí nenhuma novidade, não é verdade?
O que acontece é que conforme a sua empresa começa a gerar recursos para a sua família, aumenta seu conforto, e todos progridem; e a troca de influências e interferências cresce junto, com impactos positivos e negativos. Como identificá-los?
Iniciamos com a influência que a empresa exerce na família, ressaltando que tais influências se subdividem em duas formas.
A positiva, de caráter prático e patrimonial: o aumento da riqueza e do conforto da família. Esse é um objetivo absolutamente justo pela compensação aos riscos corridos. Esta riqueza permite ao empreendedor/empresário o aumento de seu conforto e acesso ao desenvolvimento profissional dos familiares.
Esta mesma riqueza aporta uma possível influência negativa, que abordamos dentro do conceito de “risco moral”. É fato de que usualmente as gerações vindouras, por crescerem e se desenvolverem com conforto e sem a exposição ao risco que o fundador ou a geração sênior foi exposta, tendem a não desenvolver o espírito empreendedor nem desejar tomar os mesmos riscos que seus pais tomaram. Assim o formato para permitir a continuidade do negócio na família precisa considerar o nível e o tipo do risco moral existente na família.

No outro sentido, a família também impõe influências na empresa. A sua essência, ética, e apetite para o trabalho permeiam o seio da companhia. Esta influência é inevitável e percebida rapidamente por quem interage com a empresa e usualmente é positiva, medida inclusive através da escala F-PEC que o instituto utiliza.
Por outro lado, esta mesma família interfere negativamente no dia a dia da empresa de diversas formas, tais como retiradas intempestivas, comandos conflitantes e confusão patrimonial, dentre outras.
Neste cenário integrado de troca de influências benéficas e maléficas, é importante maximizar as positivas ao mesmo tempo que blindar a empresa daquelas negativas. Muitos consultores e muitas metodologias acabam por misturar aspectos de empresa com os aspectos familiares e aí muitas vezes se confundem.

Mas como separar questões patrimoniais das questões da família empresária e das questões da empresa familiar? Esta dificuldade é tratada na academia já há muitos anos e nós buscamos na filosofia o conceito de locus: qual o ambiente em que se deve tratar o conjunto das inter-relações?
No ambiente da família empresária devemos tratar os aspectos das relações familiares e a questão patrimonial. O primeiro tema, assunto para psicólogos, coaches e psiquiatras, enquanto o segundo é assunto de advogados especializados em direito sucessório, em tributos e em direito societário.
Do lado da empresa temos que tomar cuidado com essa interferência operacional e o ambiente (locus) de decisão é o do governo desta sociedade, representado pelos cotistas, sendo o foco de nossa atividade.
A base de aplicação de nossa metodologia, que inspirou nosso nome, é a empresa. A nossa abordagem: social. Assim, separamos claramente o nosso escopo de atuação, que é a empresa, sem, contudo, desconsiderar estas trocas de interferências; ao contrário elas são a base de nosso método.
Para evitar a confusão na atuação de nosso instituto, entre exercê-la no locus da empresa familiar ou no locus da família empresária, resolvemos então denominar nosso instituto de “Empresa DE família”.
É fundamental que empreendedores e empresários entendam que a função econômica de suas empresas é prover o conforto de suas famílias, gerar emprego e renda e contribuir com o crescimento do país. Portanto ela deve ser preservada.
O entendimento desta troca de influências se fortalece com a aplicação do Modelo dos 3 Círculos e a compreensão de cada grupo de atores que influenciam e são influenciados na e pela dinâmica da empresa. Que tal preparar o seu?
Conte com o instituto para apoiá-las (los) nesta jornada.
