Em empresas familiares, a dispersão acionária, muitas vezes vista como sinônimo de inclusão e união familiar, pode se transformar em um campo minado para a política de dividendos.
Um estudo publicado em 2022 de autoria de Guido Corbetta (𝘪𝘯 𝘮𝘦𝘮𝘰𝘳𝘪𝘢𝘯), Fabio Quarato, Mario Daniele Amore (estes da Bocconi) e Danny Miller revela que quanto mais pulverizada a propriedade entre os membros da família, maior a tendência ao aumento do comprometimento do caixa da empresa para o pagamento de dividendos, impactando, potencialmente, recursos vitais para o crescimento e a longevidade do negócio. Este alerta está baseado em fatos.
Imagine a seguinte situação: diversos familiares, com diferentes necessidades e prioridades financeiras, exercendo pressão por dividendos. O resultado? Uma "corrida para o fundo do poço", onde a empresa sangra recursos para satisfazer a todos, sacrificando investimentos estratégicos.
Mas a situação não precisa ser essa. Uma governança corporativa bem estruturada oferece ferramentas poderosas para desarmar essa bomba-relógio. Vejamos algumas delas:
Acordo de Acionistas (ou de cotistas): estabelecer regras claras e objetivas para a distribuição de lucros minimiza as divergências e garante previsibilidade.
Planejamento Sucessório: definir a sucessão tanto na propriedade quanto na operação de forma estruturada garante a continuidade da visão estratégica e a alocação eficiente dos recursos.
Conselho Consultivo: trazer olhares e conhecimentos externos e expertise para a mesa de decisões pode ajudar a equilibrar as demandas por dividendos com as necessidades de reinvestimento.
A recomendação: não espere o conflito explodir nem o caixa sangrar. Antecipe-se e construa uma governança robusta para proteger o futuro da sua empresa familiar. Conte com as metodologias e com o time do Instituto Empresa DE Família. Contate-nos.
